Wednesday, March 30, 2005

A Grande Lista das Pequenas Invenções Medianamente Interessantes e Mais ou Menos falhadas

Olá e bem-vindos ao Top10 das invenções de grandes mentes científicas da história da humanidade, provenientes de todos os cantos do mundo e também de Algés, que apesar do seu enorme potencial, tiveram algum azar e mau markting e cairam no esquecimento e desgraça. Orgulhamo-nos de as recuperar e de vos apresentar estas pequenas maravilhas.

10 - Em 1993, um cientista do Djibouti inventou uma pequena bateria electrica que seria capaz de fazer uma espécie de "ignição" ao coração, podendo assim ressuscitar praticamente qualquer pessoa, desde que não tivesse comido bróculos na madrugada do falecimento. No entanto, e apesar da taxa de 73% de sucesso que o aparelho vinha obtendo nos primeiros 3 dias de testes, o Rei do Djibouti mandou parar a pesquisa e assassinou Khalan Radan (como devem ter advinhado, o porteiro de Radan Khalan, o referido cientista), alegadamente porque os reanimados vinham com uma grande tendência para fazer batota no poker, o que resultou na perda de 5 esposas (incluindo Matita, 14ª preferida do monarca) numa jogatana de sabado de madrugada.

9 - Um grupo de pesquisadores da Universidade do Michigão projectou um aparelho tradutor portátil, bastante semelhante a outros existentes no mercado. Entendor de cerca de 1000 linguas oficiais e dialectos e cerca de 600.000 palavras e expressões idiomáticas precisas EM CADA UM DOS IDIOMAS, o TradutexOneThousandMegaMax parecia bom de mais para ser verdade - e era. O problema deste projecto era simples - numa fase crucial do seu desenvolvimento, os universitários beberam demais numa noite (como em todas as noites) e, sem razão aparente, estipularam Zrgnizvey (do polaco) como o sinónimo inglês de Lumberjack (lenhador), quando em polaco lumberjack se diz Vienazkiev (ou, informalmente Lopia). Este pequeno erro irritou de sobremaneira o líder do projecto - Dr. Francis Languagues que abateu todos os universitários e linguistas do estado do Michigão, deixando apenas os estudantes de linguística. Crê-se que um protótipo esteja actualmente nas mãos de um grupo terrorista libanês, que terá traduzido o verso de uma embalagem de cereais da Síria, de modo a entender o jogo de dados que acompanhava o pequeno saudável com chocolate.

8 - António Ferreira Alves Loureto, indíviduo do Sabugal que prefere permanecer anónimo, afirma ter inventado um interessante aparelho electrónico capaz de atribui um código a qualquer objecto possuído pelo dono, de modo a encontrá-lo em qualquer situação via GPS e sinais luminosos ou sonoros. Assim, se sabemos que temos as chaves, os óculos, um garfo ou o documento original da Declaração Universal dos Direitos Humanos mas não sabemos exactamente onde os deixamos, podemos recorrer a esta maravilha, de modo muito semelhante aquelas situações em que não sabemos do telemóvel e pedimos a algum amigo para telefonar para lá (nunca percebi porquê, já que me parece óbvio que se não sabemos do dito cujo não o podemos atender, mas adiante). Uma invenção que certamente renderia milhões ao seu jovem inventor (António tinha apenas 20 anos quando o desenvolveu) acabou por desmoronar. Diz quem sabe (neste caso, digo eu, que sei) que tudo começou quando a esposa/prima/secretária/amante/sobrinha/madrinha/motorista (não é escolha multipla, é mesmo cumulativo) não conseguiu encontrar o aparelho quando precisava de encontrar uma camisola lilás muito bonita que tinha comprado em saldos. Nunca mais foi achado.

7 - Em meados de dia 29 de Maio de 1234, um druída celta relata no seu livro "Relatos de um Druida Celta" ter inventado aquela que se pode considerar a primeira Playstation da humanidade. Em termos de processador gráfico, o aparelho estava algures entre a playstation original da Sony e a PS2. Tinha também um repertório de jogos na casa das centenas - meia centena, neste caso. Capacidade para até 4 jogadores e cartão de memória de 128 MB, a PlayDruida, como era conhecida na altura, falhou porque na altura não havia electricidade nem haveria nos próximos largos séculos. Ainda se tentou fazer aquilo correr a força eólica, hidráulica e mesmo através da energia gerada pela flatulência dos locais, mas nada disto resultou. Um pretenso descentente do Druida colocou recentemente a Sony em tribunal, alegando que o gigante japonês não pagou a lavagem de umas calças sujas de calda de caramelo ao seu tetra-tetra-tetra-mega-tetra-super-tetra avô. A empresa nipónica, por seu turno, afirma que o Druida era , e cito, "um labrego barbudo que não consegui comer um sundae de caramelo sem sujar as calças ou a roupa interior".

6 - O chileno Andrés Saliente Carmiño inventou, em meados do século XIX, um "ovo flutuante". Pouco se sabe sobre este projecto, mal documentado na caligrafia miserável de Carmiño. Consta, no entando, que a sua filha achou bastante piada quando viu um ovo a flutuar a cerca de um metro do chão, embora ninguém na familía e arredores soubesse para que diabo se utilizaria um ovo flutuante. Talvez por isso o sul-americano tenha abandonado o projecto, dedicando-se a partir daí a inspeccionar as datas de validade dos extintores dos edificios e centros comerciais locais.

5 - Alguém, não se sabe bem onde, quando ou mesmo porquê, afirma ter desenvolvido um par de "óculos inteligentes", capazes de ajustar automaticamente a graduação do seu utilizador. O projecto falhou por diversos motivos - o primeiro, e talvez mais óbvio, foi o facto de os grandes oftalmologistas da época (e curiosamente, também um pasteleiro, mas por engano) terem mandado um publicitário assassinar o inventor. Aparte deste pormenor, o projecto estava já condenado ao fracasso, visto que cada vez que o utilizador espirasse, os óculos automaticamente dizerem santinho, um toque de boa educação que irritaria os não-crentes e os surdos (e os Curdos, no Iraque, mas por razões diferentes) - os curdos surdos não crentes, por outro lado, até achavam piada. O facto dos óculos só poderem ser utilizado por canhotos cerecas com problemas de dislexia também não ajudava o potencial do aparelho.

4 - Um monge nepalês (e ao super-herói nas noites de Budapeste) é considerado responsável pela carroça movida a centopeias. O projecto acabou por ser adoptado pelo governo da Swazilândia, que criou um fundo nacional de apoio à criação de centopeias (paralelamente, desenvolveu um fundo de apoio à construção de edificios 100% liláses, embora não esteja relacionado. - Especulou-se um fundo de apoio à criação de centopeias liláses, mas a oposição vetou o projecto). Embora parece que tudo corria bem, as cerca de mil e trezentas centopeias necessárias para andar metro e meio com a carroça revelaram-se demasiado e o projecto ficou por aqui. O mesmo monge, já depois de naturalizado jamaicano tentou fazer carroças movidas a formigas mas não conseguia evitar a tentação de as pisar sempre que encontrava uma, o que lhe valeu porém um diploma especial da sociedade dos monges pisadores de formigas.

3 - Abdul Mossafi, da vila de Kasahara, nas imediações da Arábia, inventou o que poderia ter ficado conhecido como "o medidor da dor" - um aparelho que media através de uma escala própria a gravidade e agudez das dores sofridas por homens e animais. Este instrumento seria perfeito para aqueles debates normais do género - "ah, este corte no meu dedo dói muito mais que esse tiro que levaste na coxa - ah não dói não, o meu dói muito mais". O problema foi que toda a vila foi progressivamente aniquilida devido à competitividade dos locais em saber quem aguentava mais dor. Mutilações auto-inflingidas sucessivas levaram à mortandade de 99.8% da população da pacata vila. O único sobrevivente, o criador do aparelho, teve o enorme azar de ter ficado com diarreia explosiva e acabou por falecer de causas misteriosas.

2 - Na Austrália foi, ainda no século XX, inventado um quarto talher, em adição aos já conhecidos, faca, garfo e colher. Num trabalho profundo de pesquisa, Jonas Wakeup desenvolveu o que chamou de "crambadilha", um utensílio mais ou menos prático que permitia ao seu utilizador aquecer ou refriar pedaços especificos da sua refeição conforme entendesse, num mecanismo parecido ao de um isqueiro potente. Além disto, o "crambadilha" também tinha a capacidade de tornar a comida mais saborosa e nutritiva, através de um doseador de nutrientes, vitaminas, sal e açucar. Porém, este invento caiu em mãos erradas e um famoso badocha local, Marcus FruityLoopy, que numa refeição mais animada parece ter engolido de um só trago o único exemplar do aparelho. Assim que o "crambadilha" chegou ao seu estômago, Marcus levantou-se e começou a recitar um poema de T.S Elliot. Acabado o recital, Marcus pegou nas chaves do seu carro e comeu-as também, exclamando "bolas, que hoje não me calha nada de doce, onde está o Janus? (o seu gato, também ele um badocha de primeira).

1 - Na China comunista um grupo de individuos de nomes e faces semelhantes desenvolveu um trampolim supersónico. Com ele, pessoas poderiam saltar e chegar a alturas de 200 metros! O potencial era enorme e o projecto foi amplamente financiado pelas salas de urgência de Pequim e arredores. Durante quase 10 anos, centenas de milhares de chineses (tecnicamente, podia ser um que o fez por diversas vezes, é díficil distingui-los...) saltaram no MegaPolim, que só não foi conhecido no resto do mundo porque o governo comunista chinês estava decidido a guardar segredo e encontrar um bom uso militar e político para o trampolim. A coisa deu para o torto no dia em que Mao Tse Tung decidiu que também queria "brincar aos pulinhos", como revela o seu fiel lacaio, Chang. Mao deu dois saltinhos iniciais e chegou aos 80 metros. Quando estava no salto que o levaria aos duzentos metros, sentiu-se mal da barriga e em pleno ponto dos 211 metros (record da semana, refira-se) Mao não se conteve e as suas fezes voaram num diametro total de cerca de 5 kilómetros. O trampolim foi imediatamente destruído e todos os atingidos pela bosta tiveram direito a um bónus de 10 minutos de férias até ao final do ano.